Medicina Desportiva

 
CASO 1

A utilização de protectores bucais durante a prática desportiva surge maioritariamente associada à possibilidade de lesões traumáticas devido a impacto. No entanto, nos desportos de alta competição, grande parte dos atletas é submetido a elevados níveis de stress que se pode manifestar através de uma carga excessiva nas peças dentárias e estruturas associadas e que ocorre não só durante a competição mas também nos períodos de repouso e durante o sono. Nestes casos, associado ao protector bucal, é aconselhável a utilização de um dispositivo de relaxamento muscular que deverá ser utilizado apenas durante o sono.

Página oficial do piloto Pedro Salvador:
CASO 2

Atleta de alta competição, que recorreu à CLÍNICA CAMPOS MENDES, queixando-se de abcesso e de dor em vários dentes. No dente associado ao abcesso, já existia infeção crónica instalada, havendo a necessidade de tratamento de urgência para “abertura” do dente a fim de aliviar a dor e eliminar o abcesso pela drenagem de pús.
Neste caso, uma vez que existia comunicação entre pús e sangue, a propagação das toxinas à distância encontrava-se facilitada, permitindo a instalação destas em vários locais e originando, assim, os problemas já explicados.
Este atleta tinha um histórico recente de lesão recidivante na zona inguinal.

CASO 3

Atleta profissional que tinha acabado de abandonar a alta competição por lesão na coxa esquerda, que a impedia para além de competir, também de fazer treinos de manutenção.
No estudo realizado, detectamos 2 lesões quísticas apicais de média dimensão na da pré maxila, nos dentes 12 e 21 com fístula neste dente. Procedemos ao retratamento endodôntico dos referidos dentes, cirurgia de apicectomia para remoção dos quistos remanescentes (realizada pelo Dr. Álvaro Rodrigues), e posterior reabilitação com recurso a periodontogia (remodelação gengival) e prótese fixa (ponte cerâmica).
A paciente, após cerca de 2 meses do início do tratamento, já conseguia correr sem limitações.
Este tratamento demorou cerca de 1 ano até estar finalizado.
De referir que a atleta em causa foi campeã e vice-campeã europeia de corta-mato e participou em 3 Jogos Olímpicos nas provas de maratona e 10.000 metros.

CASO 4

Atleta de alta competição que recorreu à CLINICA CAMPOS MENDES com as queixas de dor, mau hálito e desconforto a coincidir com lesão muscular recidivante, que o impediam de jogar futebol.
As queixas estavam associadas ao péssimo estado de um dente na mandíbula (46), apresentando este uma cárie extensa, com atingimento pulpar e infecção recidivante com drenagem de pús através dos canais dentários não tendo assim abcesso.
O tratamento consistiu em realizar a extração da raiz remanescente visto que a sua manutenção seria inviável (raiz fracturada).
De referir que este atleta foi internacional pela seleção Argentina.

CASO 5
 

Este atleta profissional de futebol, apresentava fístula por infecção crónica e lesão apical. Usamos um cone de Gutta para detectar o trajecto da fístula e assim confirmar a sua origem.
Procedemos ao tratamento endodôntico, que demorou cerca de 3 meses até eliminar por completo a infecção, com posterior restauração estética.
De referir que o atleta em causa é internacional pela seleção Portuguesa.

CASO 6
 

Atleta de alta competição que se queixou, para além de dor, de “uma bolhinha com cabeça branca que enchia e depois rebentava e saía um liquido com péssimo sabor”. Coincidentemente estava em tratamento para recuperação de uma lesão.
As queixas dentárias eram devidas a um tratamento endodôntico incompleto, que resultou em infecção recidivante e lesão apical crónica. A “bolhinha” referida era a fístula por onde drenava o pús resultante da infecção dentária.
O tratamento realizado consistiu em várias sessões de tratamento endodôntico, com remoção do material de obturação existente (no qual se verificou conspurcação desse mesmo material), eliminação do foco infeccioso, obturação dos canais e posterior restauração estética.

CASO 7

Jogador de futebol do Leixões S. C., que sofreu traumatismo no decorrer de um jogo, com fractura de 2 dentes (dentes 12 e 11).
Neste caso, recorremos à endodontia dos referidos dentes e posterior reabilitação com prótese fixa.
O uso de uma férula de protecção evitava esta situação.

CASO 8

Jogador de futebol do Leixões S. C., que sofreu traumatismo no decorrer de um jogo, com fractura de 3 dentes (dentes 12, 11 e 21). A fractura do dente 21 era múltipla, obrigando-nos a proceder à sua extração.
Nos outros dentes, a fractura ocorreu ao nível de gengiva, permitindo assim a sua manutenção.
Recorremos à Endodontia para desvitalizar os referidos dentes, à Periodontologia para realizarmos uma remodelação gengival e regeneração óssea guiada e por fim à Reabilitação Oral com recurso a prótese fixa (ponte em cerâmica).
O uso de uma férula de protecção provavelmente evitava esta situação.